Ensaio dia 21

 Ensaio sobre as cenas da empresária, da professora e a ciranda final.

Ainda é preciso integrar as partes faladas e a partes cantadas.

Teste para a marcação das cenas, dos movimentos especialmente na cena de Bruegel.

Quando as coisas são marcadas num dia e não continuam no outro.

Esse é um dos efeitos de se ter pouco tempo para diversas ações.

De fato, as cantatrizes precisam, especialmente na cena da empresária e da professora realizar algumas ações expressivas que não estão relacioanadas ao canto. Ou durante o canto realizar ações expressivas que fogem de ações esperadas. Essa coreografia está sendo construída. Por exemplo: a questão dos deslocamentos em cena e do clareamento de cena.  Deslocamentos: entradas, posições estacionárias mudança de lugar. Clareamento de cena: sair do foco principal quando há um solo. Durante a primeira parte da cena, há um peso no sofá, na médica deitada, no seu sofrimento. Com a entrada da cena há mudanças nessa centralidade deslocada, para o lado esquerdo da cena. As amigas entram e dividem o foco central e lateral.  Os diálogos, junto com as introduções instrumentais, marcam redistribuição das figuras em cenas. É um jogo. Um tipo de coreografia. Aprender a se movimentar no espaço. E entender as razões desse deslocamento. Há atos de ir atrás de coisas. Mas estamos em cena, no espaço da cena. 

A partir da cena da empresária essa dinâmica de deslocamento cede a atos expressivos, como o coro movendo os braços diante da imagem da repetição do trabalho e do cansaço.  Já na cena da professora, é o quadro, as imagens do quadro, e da loucura que comandam.

Na ciranda, temos uma brincadeira de roda simples. As cantatrizes deixam de ser personagens para virar gente. 

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