estreou
tenho aprendido que pra quem acompanha um processo criativo em sua inteireza mostrar um resultado final é apenas surpreender ou emocionar a plateia.
mas hoje foi diferente. Com menos tempo que o habitual para os ensaios, com equipe com quem nunca havia trabalhado, tive de me exercitar em delegar e acompanhar ações alheias. e aprender a lidar com essa visão despretensiosa. Importante e fundamental foi a produção e autodireção da cantatriz Janette Dornellas. Tanto que ela estava exausta. Muitas funções para quem tem ainda e, principalmente, estar em cena. Cada vez mais tem minha admiração.
se o dia de ontem foi tenso pelos ajustes, hoje foi ficando menos confortável com quebra de expectativas. primeiro, a ansiedade de ver poucas pessoas chegando. as poucas e preciosas testemunhas que nos acompanham sempre estiveram lá. problemas na divulgação? é coisa da pós pandemia? Será que o nome " ópera" é algo que afasta? ou algo associado à covid afasta? a ansiedade deu ligar a uma frustração, mas depois sumiu. vida que segue.
na apresentação, fiquei nervoso e chorei com lembrança de Hugo. amor é assim..
durante o espetáculo problemas na orquestra. e, em uma obra de câmera, o piano puxa o comboio.. ou o descarilha. trem descarilhado hoje. vamos ver amanhã.
amanhã, sempre amanhã.
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